Demanda contratada: por que sua empresa pode estar pagando por energia que não usa
Na fatura de empresas ligadas em média tensão (Grupo A), uma linha pesa mais do que a maioria dos empresários imagina: a demanda contratada. É a potência que a empresa se compromete a usar, e ela é cobrada todo mês, usando ou não.
Dois erros, duas contas
- Contratar demais: a empresa paga todo mês por uma potência que nunca usa. É custo fixo sem retorno.
- Contratar de menos: quando o consumo passa do contratado, a distribuidora cobra ultrapassagem, com tarifa maior sobre o excesso.
Por que isso acontece
Muitos contratos nascem na ligação, com uma demanda estimada às pressas, e nunca mais são revistos. Enquanto isso a empresa muda: instala máquina nova, desliga outra, muda de turno, instala energia solar. A demanda real se afasta do contrato e ninguém olha.
O que se confere numa análise de demanda
- Histórico de demanda medida dos últimos meses, mês a mês e por posto horário.
- Demanda contratada em cada período.
- Ultrapassagens e quanto custaram.
- Modalidade tarifária (verde ou azul) frente ao perfil de uso da empresa.
- Plano de crescimento ou de cortes de carga que mudem a demanda.
Revisar o contrato não exige obra. Em muitos casos é só um pedido formal à distribuidora, fundamentado em análise técnica. Por isso a economia costuma aparecer já nas próximas faturas.
Quer saber se a sua demanda está certa?
O que fazer agora
- Separe as últimas 12 faturas.
- Veja a demanda medida e a contratada na fatura.
- Se a medida fica sempre bem abaixo da contratada, ou se há ultrapassagens, vale a análise.
Regras de contrato e tarifa seguem a regulação da ANEEL e mudam com o tempo. A análise confere o que vale hoje para o seu caso.
Veja nossos serviços de consultoria em energia: auditoria de fatura, demanda e modalidade tarifária, fator de potência e eficiência.
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Este artigo é informativo e não substitui a avaliação de um engenheiro eletricista. Valores usados em exemplos são ilustrativos e variam com a tarifa, o local e o sistema. Regras e normas podem mudar; confirme sempre a regulamentação vigente.
